Na manifestação estiveram presentes representantes de alguns partidos políticos
Foto: Rodrigo Antunes / Lusa
O coordenador da Frente Comum fez um balanço positivo da manifestação desta sexta-feira, em Lisboa, destacando a “enorme mobilização dos trabalhadores” e as “ruas cheias de gente”.
Apesar de não adiantar números concretos, Sebastião Santana indicou que estiveram presentes “milhares de trabalhadores” e diz que cabe agora ao Governo “inverter a política de empobrecimento”. Tem “todas as condições para isso, haja vontade política”, sublinhou, acrescentando que, “não havendo resposta” do lado da Frente Comum, afeta à CGTP, estão disponíveis para avançar com “todas as formas de luta”, nomeadamente “mais manifestações e mais greves”.
Também o secretário-geral da CGTP enalteceu que a adesão de “milhares de trabalhadores” demonstra que é necessário “a valorização de quem trabalha”. “Os trabalhadores estão a responder àquilo que foi a falta de resposta na discussão do Orçamento do Estado (OE). Tentou-se centrar a discussão do OE em duas matérias apenas, quando o OE tem de dar resposta a muitas outras, nomeadamente as carreiras, os salários, os serviços públicos, a resposta do SNS, a resposta da escola pública,” elencou Tiago Oliveira.

Foto: Rodrigo Antunes/Lusa
A manifestação, convocada pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, teve como tema “Parar o empobrecimento: aumentar salários e pensões, valorizar carreiras, reforçar os serviços públicos” e começou cerca das 15.30 horas, junto ao Marquês de Pombal.
Duas horas depois, no final da manifestação, já em frente à Assembleia da República, foi aprovada “por unanimidade e aclamação” uma resolução que será entregue ao Governo e que exige o “aumento imediato dos salários para todos os trabalhadores da Administração Pública, o “reforço dos serviços públicos e das funções sociais do Estado” e “a negociação coletiva de toda a PCR2025 [política reivindicativa comum] em toda a sua extensão”.